Agência das medicinas, agência dos sujeitos: produzindo corpos intensivos e alter-ações no Fogo Sagrado
Ponto Urbe December 1, 2009 DOI: 10.4000/pontourbe.1491 via OpenAlex
Summary
AI-generated from the abstractThis article reflects on a spiritual movement known as Sacred Fire, aiming to outline elements of this phenomenon by considering its ritual practices—including the use of tobacco, ayahuasca, saunas, dances, and fasting retreats—in terms of what Vargas (1998) calls "intensive bodies." According to Vargas, the search for experiences of intensive corporeality opposes the contemporary analgesic tendency of bodies. Drawing on fieldwork, the author uses Vargas's (2006) analysis of urban psychoactive use as "deep games," practices and modes of engagement that involve substances as mediators for producing "alter-actions" as "actions of others." The article delineates some of the meanings attributed to "medicines" in Sacred Fire, such as ayahuasca and tobacco, seeking elements to express how subjects relate to these "spirits" considered as beings endowed with action and intentionality.
Study at a glance
| Characteristics | Theoretical or philosophical paper Peer reviewed |
|---|---|
| Interventions | Ayahuasca Saunas |
| Keywords | Humanities Philosophy |
| Citations | 1 |
| Key finding | The Sacred Fire movement's ritual use of psychoactive substances like ayahuasca and tobacco can be understood as practices of intensive corporeality that oppose the contemporary analgesic tendency of bodies, with the substances acting as mediators for producing 'alter-actions' involving spirits as intentional beings. |
Abstract
Este artigo traz uma reflexão sobre um movimento espiritual conhecido como Fogo Sagrado e tem por objetivo delinear alguns elementos desse fenômeno, considerando suas práticas rituais (com o uso do tabaco, da ayahuasca, de saunas, danças e retiros em jejum) em termos do que Vargas (1998) chama de “corpos intensivos”. Segundo Vargas, a busca por experiências de corporalidades intensivas contrapõe-se à tendência contemporânea analgésica dos corpos. A partir da experiência em campo, buscou-se base nas reflexões de Vargas (2006), que analisa o uso urbano de psicoativos como “jogos profundos”, vistos como práticas e modos de engajamento que envolvem as substâncias como mediadoras para produção de “alter-ações” como “ações de outrem”. Foram delineados alguns dos sentidos atribuídos às “medicinas” no Fogo Sagrado, tais como a ayahuasca e o tabaco, buscando elementos para expressar como os sujeitos se relacionam com esses “espíritos” que são considerados como seres dotados de ação e intencionalidade.