Avaliação dos efeitos neurotóxicos do chá ayahuasca
June 12, 2012 DOI: 10.11606/t.60.2012.tde-04072012-110200 via OpenAlex
Summary
AI-generated from the abstractAyahuasca tea, a psychoactive brew made from Banisteriopsis caapi and Psychotria viridis, was tested for neurotoxicity in male Wistar rats. Over 21 days, rats received either water or 50% ayahuasca tea by gastric gavage. The TUNEL assay showed statistically significant neuronal apoptosis in the ayahuasca group compared to controls, though Caspase-3 analysis found no difference. Serum MDA and GSH, and hepatic vitamin E were significantly reduced in the treated group, indicating oxidative stress. No differences in kidney function were observed. The authors recommend further studies to clarify ayahuasca's neurotoxic mechanisms.
Study at a glance
| Characteristics | Controlled experiment |
|---|---|
| Sample size | 24 |
| Population | Male Wistar rats |
| Dose | 2 ml of 50% ayahuasca tea daily |
| Duration | 21-day intervention |
| Topics | Ayahuasca |
| Keywords | Psychology Humanities Art |
| Key finding | Ayahuasca tea induced neuronal apoptosis and oxidative stress in rats, as indicated by the TUNEL assay and reduced antioxidant markers. |
Abstract
\n O chá ayahuasca é uma bebida psicotrópica que tem provocado polêmica devido ao uso indiscriminado por alguns grupos de pessoas e pela facilidade de compra pela internet. A bebida é feita por meio da decocção conjunta das plantas Banisteriopsis Caapi e Psychotria Viridis. Contém alcaloides beta-carbolínicos (?-carbolínicos) como harmina (HRM), harmalina (HRL) e harmalol, que possuem efeitos inibidores da monoaminooxidase A (MAO-A), sendo considerados protetores contra o dano oxidativo neuronal, além de ter ações anticonvulsivantes e efeitos ansiolíticos. Por outro lado, esses alcaloides, conjuntamente com a N,N-dimetiltriptamina, principal componente alucinógeno da P. Viridis, também têm sido descritos como neurotoxinas endógenas que podem participar no início de doenças neurodegenerativas. No presente estudo, a neurotoxicidade do chá ayahuasca foi estudada por meio da determinação da ocorrência de apoptose neuronal pelo método de fluorescência da Caspase-3 e pelo ensaio do TUNEL (Terminal deoxynucleotidyl transferase mediated dUTP nick end labeling assay). Foram administrados, diariamente, durante vinte e um dias, por meio de gavagem gástrica, 2 ml de água a um grupo de ratos Wistar machos, controle (n=12) e 2 ml do chá ayahuasca 50% a outro grupo similar (n=12). Foram realizadas análises de glutationa (GSH), malonaldeído (MDA) e vitamina E séricas e hepáticas para avaliar a peroxidação lipídica (LPO), assim como análises urinárias de creatinina e ureia para avaliar o funcionamento renal dos animais. Os resultados nas análises do TUNEL mostraram significância estatística no grupo ayahuasca em relação ao grupo controle. A análise de Caspase-3 não mostrou diferenças entre os dois grupos. Os valores de MDA e GSH sérica, assim como da vitamina E hepática, apresentaram redução estatisticamente significativa no grupo tratado com o chá ayahuasca. Os resultados desta investigação apontam para a presença de um processo de estresse oxidativo nos ratos tratados com este chá, com achados estatisticamente significativos de apoptose neuronal com o ensaio do TUNEL. É recomendável a realização de outros estudos para elucidar os mecanismos neurotóxicos do chá ayahuasca.\n