CORPO SEM ÓRGÃOS E BEM-AVENTURANÇA AMBIENTAL: POR UMA EPISTEMOLOGIA DA VACUIDADE
LA Referencia (Red Federada de Repositorios Institucionales de Publicaciones Científicas) January 1, 2010 DOI: 10.14295/remea.v25i0.3367 via OpenAlex
Summary
AI-generated from the abstractDrawing on Deleuze and Guattari's concept of the Body without Organs and Guattari's "Three Ecologies," the author proposes a Buddhist-inspired becoming-emptiness as the condition for other becomings, following Simondon's logic of desubjectification. The notion of mandala meets that of plateau, and a humorous emptiness, aware of impermanence, generates an epistemology of emptiness relevant to environmental studies and a basis for intercultural studies that surpasses hypothetical-deductive or ancestral regional epistemologies. The concept of arborescence, previously opposed by Deleuze and Guattari, is revisited through recent genetic studies and Ayahuasca shamanic experiences. This leads to institutional interventions and environmental practices with transversal, transcultural, and spiritual content, inspired by sociopoetics and a culture of peace based on an instituting dialogue among the animal, vegetable, and mineral kingdoms.
Study at a glance
| Characteristics | Theoretical or philosophical paper Peer reviewed |
|---|---|
| Intervention | Ayahuasca |
| Keywords | Humanities Philosophy |
| Citations | 2 |
| Key finding | Becoming-emptiness, inspired by Buddhism and the Body without Organs, provides an epistemology of emptiness that grounds intercultural and environmental studies, and arborescence is rehabilitated through genetics and shamanic experiences. |
Abstract
A partir do conceito de Corpo sem Órgão criado por Guattari e Deleuze em “Mil Platôs”, e em interação com “As Três Ecologias” de Guattari, o autor coloca o devir-vazio de inspiração budista como condição de surgimento dos outros devires, numa lógica de dessubjetivação inspirada em Simondon. A noção de mandala encontra a de platô e a vacuidade bem-humorada, consciente da impermanência das coisas e dos seres, gera uma epistemologia da vacuidade, pertinente em estudos ambientais e base para estudos interculturais superando as epistemologias regionais hipotético-dedutivas ou da ancestralidade. É resgatada a noção de arborescência (combatida por Deleuze e Guattari) a partir de estudos genéticos recentes e de experiências xamanísticas da Ayahuasca. Daí, intervenções institucionais e práticas ambientais com forte conteúdo transversal, transcultural e espiritual, inspiradas na sociopoética e numa cultura da paz baseada no diálogo instituinte entre os reinos animal - ao qual pertencemos - vegetal e mineral.