Liberté, égalité, fraternité?
Ciencias Sociales y Religión December 19, 2023 DOI: 10.20396/csr.v25i00.8672735 via OpenAlex
Summary
AI-generated from the abstractThe article examines the prohibition of ayahuasca in France, drawing on academic literature, government documents, court decisions, international treaties, pharmacological reports, and interviews with key actors. It describes how ayahuasca arrived in France and the arrest of the Santo Daime group, then analyzes early pharmacological reports, legal proceedings, and the French government's 2005 decision to ban ayahuasca. The text discusses the consequences of that ban for ayahuasca use in France and critiques the legal classification of ayahuasca as a narcotic and the stigmatization of ayahuasca groups. It argues that France's position is not arbitrary but reflects the country's stance on sects and sectarian movements.
Study at a glance
| Characteristics | Historical analysis Peer reviewed |
|---|---|
| Topics | Ayahuasca |
| Keywords | Humanities Political science Philosophy |
| Citations | 1 |
| Key finding | France's prohibition of ayahuasca in 2005 stems from its broader stance on sects and sectarian movements rather than from pharmacological evidence alone. |
Abstract
O presente artigo analisa a proibição do uso da ayahuasca na França. Para isso, nos valemos de um amplo acervo documental que abrange a literatura acadêmica, documentos de órgãos governamentais, decisões judiciais, tratados internacionais, relatórios farmacológicos e entrevistas com atores-chave envolvidos no processo. Inicialmente, descrevemos a inserção da ayahuasca na França e a prisão do grupo do Santo Daime. Em seguida, analisamos os primeiros relatórios farmacológicos sobre a ayahuasca no país, os processos legais e a decisão do governo francês de proibir a ayahuasca em 2005. Após esse panorama, consideramos os desdobramentos da decisão para o uso da ayahuasca na França. Por fim, problematizamos o enquadramento legal da ayahuasca como entorpecente e o estigma dos grupos ayahuasqueiros. Pretendemos demonstrar que a posição da França não é aleatória, mas remete a posição do país em relação à questão das seitas e movimentos sectários.