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Microdoses de psicodélicos no tratamento de transtornos mentais: uma revisão sistemática

Gabriel Jorge Cascaes Santos Cavalcante, Amanda Thaís Magrini, Roberto Heck Rigelli, Carla Viana Dendasck, Claudio Alberto Gellis de Mattos Dias, Maria Helena Mendonça de Araújo, Amanda Alves Fecury

Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento May 9, 2025 DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/saude/microdoses-de-psicodelicos via OpenAlex

Summary

AI-generated from the abstract

Microdosing psychedelics—taking a fraction of a recreational dose to avoid hallucinogenic effects—is associated with perceived improvements in creativity, focus, well-being, and symptoms of anxiety, depression, and attention-deficit/hyperactivity disorder. However, these benefits appear tied to the drug's acute effects, and some users report unwanted hyperstimulation, hallucinogenic effects, worsened anxiety, and emergence of negative emotions. Few randomized controlled trials have evaluated microdosing; much evidence comes from online self-reports, limiting objectivity. Preliminary findings suggest possible efficacy for mental disorders, but larger controlled studies are needed to establish safety and definitive conclusions.

Study at a glance

Characteristics Systematic review Peer reviewed
Topics Anxiety
Keywords Mood Cochrane library Randomized controlled trial Psychology
Key finding Microdosing psychedelics is associated with improved creativity, focus, well-being, and reduced symptoms of anxiety, depression, and ADHD, but these effects may be acute and accompanied by adverse effects such as hyperstimulation and worsened anxiety.

Abstract

Introdução: A utilização dos psicodélicos como alternativa no tratamento de transtornos mentais é debatida desde a sua descoberta, sendo que estudos a respeito dessas substâncias sofreram uma série de entraves jurídicos após a popularização do seu uso recreativo. Entretanto, a atenção sobre essa classe farmacológica ressurgiu, especialmente à utilização no esquema de “microdoses”, definido como o uso terapêutico de uma fração da dose recreativa a fim de evitar os sintomas alucinógenos. Metodologia: Este estudo investiga os efeitos percebidos com o uso das microdoses de psicodélicos (MDP) através de uma revisão sistemática qualitativa da literatura com a pesquisa dos descritores “psychedelics”, “microdosing” e “mental disorders” nas bases de dados PubMeD, Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scopus, Cochrane Library e o Portal de Periódicos da CAPES. Resultados: Observou-se uma associação no uso das MDP com melhora na criatividade, foco, bem-estar e sintomas de ansiedade, depressão e do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Entretanto, esses efeitos parecem se relacionar com o efeito agudo da droga, além de alguns participantes se queixarem de um estado de hiperestimulação, com efeitos alucinógenos indesejados, piora na ansiedade e emergência de emoções negativas. Ademais, há poucos ensaios clínicos randomizados que avaliem o uso das MDP e uma parte significativa dos estudos se baseia em relatos via plataformas online, comprometendo a objetividade dos dados. Conclusão: Resultados preliminares trazem evidências a respeito da possível eficácia dessa abordagem nos transtornos mentais, sendo necessárias pesquisas controladas em maior escala para esclarecimento definitivo e segurança dos pacientes.

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